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Voz Pejoteira - Glaúcia Adriana

“Os caminhos da PJ nos levam ao encontro de pessoas especiais...”

Quando li esta frase na dedicatória que o Weberth fez pra mim na agenda, que ele me deu quando nos conhecemos pessoalmente em Imperatriz/MA, caí aos prantos! Pois de fato os caminhos da PJ nos levam a muitos encontros... E é sobre esses encontros que vou lhes falar...

Voltando um pouco o DVD, me lembrei do começo do ano passado (2010), quando recebi um email sobre um CHAT PJ NACIONAL, não me interessei, mas logo mudei de idéia e adicionei no MSN. Pronto! Foi o suficiente para mudar meu caminho da PJ! Pois lá no chat encontrei (virtualmente) vários pjoteiros que já conhecia por palavras na lista de emails... No entanto as pessoas que mais me cativaram e cativam são aqueles/aquelas jovens, em sua grande maioria militantes, coordenadores/coordenadoras, e/ou integrantes de grupo de base.

Nuss, no chat tem de tudo, melhor, tem pessoas de todos os jeitos, só que não é sobre isso que quero escrever...

Continuando sobre encontros com pessoas especiais, encontros que se iniciaram virtualmente e que se tornaram reais! Em janeiro encontrei pessoalmente parte da turma boa que conheci pela internet.

Vou destacar com especial carinho o meu menino de ouro, Weberth, que foi super proativo ao se oferecer de ir me buscar na rodoviária em Imperatriz. Ele ficou de vigília esperando meu torpedo de aviso de chegada na cidade. O pequeno acordou as 5 da manhã, ficou esperando, foi me buscar e ainda me deu presente!

Logo em seguida encontrei Joseanair... Este encontro foi igualzinho como imaginei: com muitos sorrisos e abraços, quase sem palavras, mas com muita emoção. Daí ela me levou a outros encontros: Marcelo Lírio, Edney (meu Super CN), Ed do MA, Denise Denca (MA), ao café, que não sou de ferro, rsrsrsrsrs. Por lá encontrei várias pessoas que nunca pensei encontrar como o Pedro Caixeta, Maicon Malacarte, Alessandro Hipólito, Paula Grassi, parte da equipe do Festival de Música e Poesia “A Cor da Juventude”... Enfim, pessoas que só conhecia pelas suas palavras...

Contar-lhes desse encontro com essas pessoas maravilhosas não me deixa esquecer as demais maravilhosas que encontrei no mundo virtual... Minha prima/irmã/amiga Dienefer Ichi (SP); minha mana flor (azul) Gabih Fantichelli (ES); meu cariooca favorito Vinny (#muitomesmo)(RJ); minha Miss Chocolate Ana Paula (ES); a miss rapadura Xenia, a princesa guerreira da Diocese de Crato, Ceará; Douglas Santos, o chefe; Fran Valadão (SP)... amora, Ui!; Leo Vilaça - Meu miguxooo lá de Goias, amigo pra toda vida; Gilberto Lima de São Luiz/ MA; Rony Keito, meu consultor para fins virtuais; O Henrique Manoel, a Ana Paula Mio (SP), O Dhercio Bruno (PA); Rafael - Juiz de Fora(MG); o Hugo, meu garoto Veja (SP); o Rodrigo "Ximansqui" (SC); Marcos Zaro, o Nero (RS)... entre outros... Em suma, foram muitos encontros que somente pelos caminhos da PJ encontrei... E que faz muito feliz o meu coração!

Encontrar um dia, pessoalmente todos esses, nusssssss, um sonho! Mas como ainda não o faço, já sou muito feliz por tê-los encontrado, mesmo que virtualmente!

Beijos & Cheiros
Glaucia Adriana
(Belém - Pará)




Glaucia Adriana,
Militante da PJ do Pará, "chateira" no Chat da PJ Nacional.





E-mail: glauciaass@yahoo.com.br
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Twitter: http://twitter.com/glauciaadriana

Voz Pejoteira - Paula Grassi

Para início do papo, sou Paula Grassi, jovem mulher sonhadora e lutadora, militante da Pastoral da Juventude e feminista, além de estudante de História.

Atualmente na PJ acompanho a Diocese de Caxias do Sul, além de fazer parte da Coordenação Regional e da Coordenação Nacional pelo Sul 3. Moro na cidade de Caxias do Sul, Serra Gaúcha, mas a estrada também tem sido companheira especialmente no último ano.

Assim, fiz a alguns meses um álbum no Flickr, que sintetiza e traduz, as andanças feitas pelo Rio Grande do Sul e alguns estados. As imagens também transmitem poesia aos nosso olhos, seja através de uma flor, do horizonte de um mar, de uma fitinha do Bom-fim ou de um momento do cotidiano.

E como diz a melodia: "Essa ciranda não é minha não, ela é de todos nós...", a galeria de fotos não é minha somente, é de todas/os vocês também que de alguma forma passam pela minha vida, me inspirando e encorajando pra luta!

Sintam - se convidadas/os a visitar a página!
 
 
 
Paula Grassi,
Jovem mulher sonhadora e lutadora, militante da PJ e feminista, estudante de História. Faz parte da Coordenação Regional Sul 3, representante na Coordenação Nacional da PJ.

E-mail: paulinhagrassii@gmail.com
Blog: http://siripipinabeiradomar.blogspot.com/
Facebook: http://www.facebook.com/paulinhagpj 
Twitter: http://twitter.com/paulinhagpj 

Voz Pejoteira - Pâmela Grassi

Das Marias, Marilzas, Nelis e Davis – Canto de Um Povo de Um Lugar.

Meu nome é a Pâmela e esta é a minha história de vida. A vontade de participar do EIV (Estágio Interdisciplinar de Vivência) num outro estado – no caso o Rio de Janeiro – perpassou e perpassa a mística da estrada: em cada manhã, em cada tarde, em cada noite de corujas e mosquitos, é necessário recolher pequenas histórias de vida pelo caminho. Histórias de pessoas que exigem o despertar da indignação. Histórias de mulheres e homens simples, que se colocaram à disposição dos caminhos coletivos. Histórias de quem, com mãos calejadas e coração acolhedor, semeia a solidariedade. A etapa de vivência do EIV foi assim, construída a partir das memórias vivenciadas ao longo do caminho. Encarnadas, pois entraram em mim e me fizeram parte delas.

A casa da Madre Marilza, localizada no assentamento Zumbi dos Palmares IV, foi minha moradia durante os 10 dias de vivência. Ali re-descobri a bicicleta: era um dos meios de transportes mais valiosos e usufruídos pelos moradores e moradoras. A mesma bicicleta que me remetia à infância e me deslocava de um lote para outro era a mesma que percorria a estrada e recolhia as histórias de vida pelo caminho. Nos dois últimos dias foram 70 km de pedaladas, alegrias e partilhas. Dona Marilza, mulher assentada há cerca de 5 anos, planta um coqueiro cada vez que ganha uma neta ou um neto. Conta ela que depois de 3 anos o coqueiro plantado satisfaz a alegria deles com muita água. Uma de suas netas é Tuani, com quem vive junto. Dona Marilza, mulher trabalhadora e sonhadora trabalha com Fitoterapia: conhece muito bem a terra, seu saber e as propriedades das plantas. Madre Marilza já foi parteira e tem um longo conhecimento sobre as fases da lua e de como elas participam do ciclo das mulheres e da agricultura. Hoje sua contribuição para o Movimento das Trabalhadoras e dos Trabalhadores Sem Terra está na elaboração de remédios naturais para acampados e acampadas e na partilha de alimentos que a terra gera.

Dona Neli, mulher assentada do Dandara dos Palmares, é outra fitoterápica e lutadora. Talvez o refrão “Quando chegar na terra, lembre de quem quer chegar, quando chegar na terra, lembre que tem outros passos pra dar” possa traduzi - lá. Insiste no desafio do trabalho de base, da conscientização política das assentadas e dos assentados. Sua insistência de transformar a sociedade perpassa na crença do Jesus Cristo perseguido político e revolucionário.

Davi, assentado do Che Guevara, nos contou muitas histórias dos excluídos e das excluídas da região de Campos dos Goytacazes. Uma delas é de Carukango, escravo que lutou pela liberdade de seus irmãos e de suas irmãs escravizados. Davi, de estatura pequena, mas de sonhos do tamanho da Esperança, teima em participar da construção de um acampamento que carregue o nome do quilombola.

As histórias de Madre Marilza, Dona Neli e Davi perpassam o ITERRA. Quando contavam as histórias no tempo que estudaram no instituto, as lembranças e os cheiros da Serra Gaúcha lavavam-me de saudade. Marilza e Neli formaram-se em Técnicas em Saúde Comunitária, já Davi em Administração de Cooperativas. Outro tecido em comum é a localização de seus assentamentos: o município de Campos dos Goytacazes. Ele é marcado pelo conservadorismo, latifúndio, desigualdade e todas as outras palavras que revelam a exploração do homem pelo homem. É o município do Estado do Rio de Janeiro com o maior número de latifúndios (cana de açúcar, principalmente) e de trabalho escravo, o último a acatar a abolição da escravidão e o berço da organização católica ultraconservadora Tradição, Família e Propriedade (TPF). A resistência contra esta cerca latifundiária, escravocrata e desumana são as vidas de Marilza, Neli, Davi e tantas outras vidas Sem Terra. Como a canção nos fala, tomaram a história pelas próprias mãos.

Estas e outras histórias foram recolhidas durante a vivência. Como cada retalho de tecido costura a coberta, cada história de vida escreve nosso corpo de valores, sonhos e possibilidades. O estágio re-encantou a caminhada na militância. Dona Maria, assentada do Josué de Castro, nos contou que quando somos Sem Terra não nos falta nada, pois tudo é partilhado. A vivência com as e os sem terra trouxe a certeza de uma vida concretizada nos caminhos coletivos. Que é urgente despertar a rebeldia que mora nas pessoas, mas que o sistema do capital, com suas televisões, sorrisos de creme dental, moralismos religiosos, escritórios e gravatas, trata de escondê-la. É urgente voltarmos para nossas comunidades e com sentimento de pertencimento à luta nos colocarmos a disposição da organização criativa e rebelde do povo! Nesta vivência mora a Sem (ente) Terra. Meu nome é Pâmela e estas são as histórias de vidas que me costuraram.



Pâmela Grassi,
Caminheira, lavrandeira, poetisa, militante da Pastoral da Juventude de Caxias do Sul-RS.




E-mail: pamelagrassi@gmail.com
Blogs: http://alinhavodecores.blogspot.com/          
           http://cirandalavrandeira.blogspot.com/
Facebook: http://www.facebook.com/pamelagrassii
Twitter: http://twitter.com/pamelagrassii

Voz Pejoteira - Rogério de Oliveira

Meu primeiro contato com a Pastoral da Juventude foi por intermédio dos Salesianos de Dom Bosco, em agosto de 1989. Fui para um curso promovido pela inspetoria salesiana de São Paulo, a pedido do meu pároco. Eu tinha 16 anos e ainda era um crismando. Entendi bem pouco do que foi dito, diga-se de passagem, mas o que me encantou foi a maneira como aquilo foi dito. O clima era de alegria. As músicas contagiavam. E o conteúdo era novidade para mim.

Embora fosse tudo novidade e eu entendesse pouco sobre o que era discutido, os temas já se mostravam interessantes: recebi muito material sobre a formação integral, o método ver julgar agir rever celebrar, como coordenar um grupo de jovens. Era novidade para mim e para outros tantos jovens que se iniciaram neste mesmo caminho que eu. Gostei de tudo aquilo.

Eu me crismei em 1990 e assumi um grupo de crisma em 1991. Começamos a organizar a PJ na paróquia de Santa Luzia. Contávamos com a ajuda das Filhas de Maria Auxiliadora na paróquia. Algumas delas, inclusive, com uma boa experiência em Pastoral da Juventude. Foram quatro anos muito bacanas. Aprendi bastante.

Em 1995 tive contato com a PJ diocesana de São Miguel Paulista e comecei a participar dos encontros. Na verdade, não existia PJ na diocese. Éramos quatro ou cinco jovens que queriam reorganizar a pastoral por aqui.

Fizemos muitas visitas, preparamos muitos encontros, fomos garimpando excelentes lideranças que foram aderindo a proposta e passaram a trabalhar conosco. Três anos depois estávamos com bons contatos em muitas paróquias.

Participei de encontros da sub região SP2 e das assembléias do regional Sul 1. Fui representante da diocese de São Miguel na sub região. Cheguei a ser assessor diocesano e da sub região também. Estive em encontros nacionais da PJ e da Articulação Juvenil Salesiana. Hoje ajudo na assessoria do Instituto Paulista de Juventude.

Estes anos me ajudaram a acumular alguma experiência no que diz respeito ao trabalho com a juventude. Tive a graça de conseguir publicar algumas delas pelas Paulinas no livro "Pastoral da Juventude: e a Igreja se fez jovem", no ano de 2002, que foi lançado no dia do I Congresso de Políticas Públicas para a Juventude, promovido pela PJ da província Eclesiástica de São Paulo.

Sou apaixonado, entusiasta e brigo pela PJ. Aprendi muito com tantos companheiros e companheiras que se dedicaram profundamente a esta proposta. Há gente fantástica e admirável em tantos cantos deste país. Gente que batalha e caminha com a juventude na direção do Reino de Deus.

Desde abril de 2010 comecei com o projeto do blog “E por falar em pastoral” (http://www.pejotando.blogspot.com/). Quero continuar a partilhar experiências. Sinto que em muitos lugares a PJ está patinando por falta de informações. Não quero ter a pretensão de dar todas as respostas, mas não posso me negar a contribuir com estes grupos.

Rogério de Oliveira, 37 anos, formado em comunicação social - jornalismo e pós-graduado em Língua Portuguesa, funcionário público, foi assessor da PJ em São Miguel Paulista e na sub região SP 2. Hoje é assessor do Instituto Paulista de Juventude, na área de PJ. É salesiano cooperador, casado, corinthiano, mora na Zona Leste de São Paulo e é autor do livro "Pastoral da Juventude - e a Igreja se fez jovem", pelas Paulinas.

Voz Pejoteira - Mariana R. Malheiros

Mil Razões para viver:

“Feliz de quem passa pela vida tendo mil razões para viver”
(D. Hélder Câmara)

Quando recebi o convite do Henrique para escrever no “Voz Pejoteira” me senti alegre e lisonjeada, mas também com muito medo. Alegre porque é sempre muito bom falar sobre a PJ. Lisonjeada porque há algum tempo acompanho este blog, e sei que tem sido muito útil aos nossos jovens nas bases. Falo por experiência. Já vi pejoteiros da minha diocese utilizando este espaço como subsídio para estudo e preparação de encontros.

E medo também. Falar em pastoral é tão fácil que chega a ser complexo. Como já foi colocado em textos anteriores, cada um faz uma experiência única de PJ. Cada um tem sua forma de ser e vivenciar a PJ. Por mais jovens que existam num mesmo grupo todos vão responder de forma diferente sobre a PJ, seu significado, e seu sentido.

Comigo não poderia ser diferente. Nunca nada foi tão significativo pra mim quanto a PJ.

Me lembro do meu primeiro dia de grupo (Ah, saudade desse tempo!). Eu nunca fui tímida, já cheguei falando e opinando, mas desconfiada de tudo. Sempre fui assim em todos os aspectos da minha vida. Demora um tempo até que minha confiança seja conquistada e que eu realmente me envolva em algo. Demorei um tempo para amar a PJ. A medida que ia descobrindo, ia me apaixonando. Em cada indicação de livro, em cada canção que aprendia, nas tardes de encontro com o grupo, nas discussões sobre fé e política que pareciam não levar a lugar nenhum, na convivência com os colegas e depois, amigos de grupo, aprendi a amar e ser PJ, com seus erros e acertos. Na PJ, sem exagero, encontrei “mil razões para viver”.

Esse ano passei uma experiência interessante. Fiz um teste seletivo para estagiários do Ministério Público. O teste foi composto por duas fases: a primeira era com questões objetivas e uma questão subjetiva. Os classificados iriam pra segunda fase, que era uma entrevista. Vi o resultado da primeira fase. Passei. Era uma sexta-feira e naquele fim de semana fui à reunião da Executiva da PJ Regional em Ponta Grossa, perto da minha cidade, Guarapuava. Falamos muito da Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens. No domingo, quando cheguei em casa, estava muito cansada, sem pique pra estudar. Segunda-feira de manhã acordei em cima da hora e corri até a sede do Ministério Público, onde seria a entrevista. Nem consegui preparar nada. Quando entrei na sala estavam três promotores e começamos a conversar. Aí, me perguntaram sobre o meu interesse na área de Infância e Juventude. Comecei a falar da PJ e fiquei muito feliz ao ver o interesse dos promotores. Falei do trabalho feito nas bases, da realidade da PJ, e o quanto os grupos de jovens são fundamentais para a formação de verdadeiros cristãos/cidadãos. Eles já tinham ouvido falar e respeitavam o nosso trabalho. Eu ainda estava com o material utilizado na reunião e mostrei pra eles alguns aspectos jurídicos presentes naquele material tão bem elaborado. Eles adoraram. Ainda ouvi de um deles “o MP precisa de pessoas assim, apaixonadas pelo que fazem”. E agora estou estagiando na promotoria de infância e juventude do meu município.

É muito bom fazer parte de algo tão importante quanto a PJ, que faz um trabalho verdadeiro com a juventude, que procura formar jovens e não aliená-los, e que contribui muito na construção do “outro mundo possível”. É como canta o Jorge Trevisol “O rosto de Deus é jovem também (…) se a juventude viesse a faltar o rosto de Deus iria mudar”. Sem a PJ o mundo seria um lugar mais triste pra se viver.

Não há nada de excepcional na PJ. E aí está a sua beleza. É o dia a dia que constrói a PJ e seus integrantes. São os problemas de cada participante do grupo que todos se mobilizam para ajudar. São as discussões sobre a comunidade e a sociedade. São as festas paroquiais em que trabalhamos. São as causas sociais que nos envolvemos. Tudo isso faz a PJ acontecer. Construímos a Civilização do Amor a partir da própria experiência de fé e amizade, do próprio protagonismo.

Na PJ podemos vivenciar tudo: festas, lutas, espiritualidades, tristezas e principalmente alegrias. E é exatamente por isso que eu nunca vou deixar a PJ. Na PJ eu aprendo todo dia a coisa mais importante de todas: a ser seguidora do Cristo Libertador, que ama todos os jovens, independente de raça, cor, sexo ou mesmo religião.

E retomando o grande D. Hélder Câmara “Feliz de quem passa pela vida tendo mil razões para viver”. Na PJ eu encontro mil e uma.


Mariana Rocha Malheiros, 21 anos, acadêmica do curso de Direito, estagiária do Ministério Público, integrante da coordenação da Pastoral da Juventude da Diocese de Guarapuava/PR - Decanato Centro, cantora e feminista.




E-mail e MSN: nanamalheiros@hotmail.com
Twitter: http://twitter.com/mar_malheiros
Orkut: Perfil de Mari Malheiros! 

Voz Pejoteira - Fábio Ferreira

“Quando se fala de juventude, sem querer nós gaguejamos”
(Hilário Dick – O Divino no jovem)

Ser PJ é construir o Reino com mãos jovens
É ser protagonista da vida, da luta
É defender nossas bandeiras, nosso jeito
Defender nossos mártires, nossa identidade.

Quando o Henrique convidou-me para partilhar um pouco minha “Voz PeJoteira” neste espaço, confesso que acolhi o pedido com muito carinho e zelo.

Falar deste amor pela Pastoral da Juventude é dar um beijo no coração de cada um de vocês. É recordar bons momentos, é tecer história [agora], é uma prece que chega à Deus com o sorriso de cada um/a.

Por onde passo, não canso de falar que a Pastoral da Juventude é escola. Percebemos isso com aquele/a jovem que toca no ministério da igreja; que leva o seu violão nas reuniões do grupo; do/a jovem que vai ensaiar a peça para apresentar na igreja; aquele/a que marca um encontro na casa do amigo/a para ensaiar aquelas músicas novas ou estudar o tema da próxima reunião; daquele/a jovem que ficou responsável pela confecção do cartaz quando dividiram as atividades; daquele/a que toca o timbal ou facilita a dinâmica. Enfim, são tantas as atividades e tantas habilidades que através do coletivo, aprimoramo-as e levamos pra toda vida.

Você mesmo pode estar fazendo esta recordação ou pode estar vivenciando esta experiência. E comigo não foi diferente. Sempre gostei de desenhar e escrever poesias. Tenho 24 anos, e ainda vivencio isso. Lembro-me quando comecei a participar da catequese para crianças, depois partindo para o grupo de adolescentes e consequentemente para o grupo de jovens da PJ de minha Paróquia Santo Antonio (onde ainda participo). Recordo quantos cartazes confeccionei, quantas poesias criei ou declamei. Agora isso já tem uma decorrência, vejo o quanto me aperfeiçoei no gênero poético e hoje é um sonho, e planejo publicar minhas obras em livros. Foi no grupo de base da PJ, experimentando esta essência grupal que criei minha identidade, foi no grupo que aprendi valores que pautam o meu viver. A Pastoral da Juventude já é parte de mim, e a outra, poesia.

Então, a Pastoral da Juventude é um balaio de sonhos espalhado por estas terras de luta e gente de fé. Construir a Civilização do Amor, é não deixar esta “Voz PeJoteira” se calar com a injustiça, com o extermínio de jovens. Se quisermos que nossas vozes sejam ouvidas, não nos calemos.

Ser PJ é não perder este en-canto, é ser sempre sacramento da novidade.

[Poetizando...]
Voz PeJoteira
.
Meu grito ecoa,
Espalha pelos cantos – ressoa.
Pede Luz, pede Liberdade,
Meu grito vem de todos os lados.

Voz PeJoteira – Palavra de Paz.




Fábio Ferreira, 24 anos, poeta, PeJoteiro, Conselheiro Tutelar, natural de Itarantim-BA, onde mora até os dias de hoje com os pais. Membro da Coord. da PJ - Arquidiocese de Vitória da Conquista-Ba e representante da PJ Regional NE3 na Equipe Nacional Teias da Comunicação.



MSN e Orkut: fabiorusso7@hotmail.com
Skipe: pj.fabio
Twitter: www.twitter.com/poetafabio
Recanto de Poesias: www.recantodasletras.com.br/autores/poetafabio
Blog: http://www.pjvicariatosaojoao.blogspot.com/

Voz Pejoteira - Murilo Ribeiro

Lembro como se fosse ontem, o primeiro dia em que fui a um grupo de jovens! Caramba, como o tempo passa!! Eu, todo tímido no meio daquela galera, conhecendo naquele momento a PASTORAL DA JUVENTUDE. De lá pra cá, não mudou muita coisa. Cada rosto novo eu vejo na PJ, cada sorriso, cada olhar, me remete às lembranças da época em que eu era apenas um recém Pejoteiro. O que me impressionava, e ainda impressiona, é a alegria, disposição, animação que cada pejoteiro tem por natureza.

Um momento que me deixou muito emocionado recentemente, foi quando no final de um Encontro que a PJ promove aqui na minha cidade, os participantes, recém pejoteiros começaram a gritar: “PJ aqui... PJ lá... PJ em todo lugar”. Já é costume pra mim dizer e ouvir essa frase. Mas quando eu ouvi isso de jovens que acabaram de conhecer a PJ, me veio um sentimento diferente, de orgulho, de alegria.

É enriquecedor ouvir de cada jovem sua história de vida, sua luta, suas batalhas. Também é enriquecedor sentir cada abraço apertado, ouvindo e dizendo: A paz de Cristo esteja contigo. E é enriquecedor também deixar rolar aquela lágrima de emoção ou felicidade, presa por timidez.

A PJ é isso, coletividade, amizade, esperança e união. Que pejoteiro não tem vários outros AMIGOS pejoteiros?! E na Pastoral da Juventude, as amizades são verdadeiras, puras e eternas.

Como sou feliz em poder dizer "Sou Pejoteiro"! A alegria de cada jovem, o sorriso de cada um, me faz feliz. Me faz chegar à conclusão de que estou no lugar certo e na hora certa. Já tenho certo tempo de caminhada, e posso dizer que, cada jovem que passa pela Pastoral da Juventude, leva um pouco dessa essência e deixa um pouco de si.

Ontem mesmo, em uma roda de amigos, falávamos sobre a experiência na PJ. Chegamos à conclusão que cada um tem uma maneira de vivenciar a PJ. Cada jovem, com suas particularidades, vivencia e sente, cada momento de maneiras diferentes.

A juventude é só uma fase passageira de nossas vidas. Mas o sangue pejoteiro continuará em nossas veias para sempre! Jovem, aproveite cada momento. Acredite, mas também lute! Não fique parado esperando tudo acontecer. Corra atrás dos seus sonhos, lute pelos seus objetivos. A hora é agora!


PJ aqui... PJ lá... PJ em todo lugar!


Fique com Deus!!
Paz e Bem!


Murilo Ribeiro Silva, 19 anos, Acadêmico no curso de Direito, foi coordenador do Grupo de Jovens UNAC (Unidos no Amor de Cristo). Participa da Coordenação da PJ da cidade de Mineiros/GO - Diocese de Jataí/GO. Moderador do blog: www.juventudepj.blogspot.com.

E-mail: murilosilva007@hotmail.com
Blog: http://juventudepj.blogspot.com



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Voz Pejoteira - Valéria Lima

Quando o Henrique me pediu pra escrever um texto sobre a minha experiência na Pastoral da Juventude, um filme cheio de cenas passou pela minha cabeça. Uma enxurrada de sentimentos me inundou. Eu senti que deveria começar respondendo uma pergunta: afinal, o que a minha experiência na PJ influenciou na minha vida? A resposta é simples, porém ampla: em tudo.

Tudo o que sou hoje devo também ao grupo que compartilhou comigo tantos momentos especiais. Eu tinha 15, 16 anos na época em que descobri a PJ. Hoje tenho 32. E nesse período da vida do jovem, justamente, que se os pais não ficam de olhos bem abertos, a gente, na nossa ânsia adolescente, quer fazer de tudo, provar tudo, experimentar o mundo.

E foi justamente ai que a Pastoral teve um papel fundamental na minha vida e na de tantos outros jovens que estiveram comigo naquela caminhada. Nós estávamos engajados no difícil projeto de evangelizar outros jovens, propagar o exemplo de Jesus Cristo e tentar, nós mesmos, primeiro que tudo, seguir o projeto de Deus em detrimento do projeto dos homens. Estávamos ocupados demais com uma tarefa enorme e não tínhamos tempo pra mais nada. Tínhamos a cabeça em Deus e na construção de um mundo melhor.

Estávamos comprometidos na organização de tantos encontros da amizade, de cursos de teologia da libertação, de treinamentos de liderança cristã, de eventos culturais para os jovens da diocese. Todas essas experiências me proporcionaram formar a base de caráter que tenho hoje, e da qual tanto me orgulho.

Era enriquecedor saber que desenvolvíamos em nós mesmos e nos outros jovens a noção de cidadania, de vida em comunidade, de opção preferencial pelos pobres e ajudamos sim a construir uma igreja católica tão característica na America Latina, tão diferente da igreja católica do resto do mundo.

A gente era bem ‘politizado’, gostava de política e achava que era mesmo importante estar envolvido com ela, porque se a gente não gosta de qualquer forma será governado por gente que adora! Tínhamos nossos corações e mentes voltadas para lideres como Leonardo Boff, Dom Pedro Casaldáliga e Dom Oscar Romero. A gente militava dentro e fora da igreja.

Nos sentíamos orgulhosos em sermos perseverantes na fé, graças à nossa base de formação cristã. Esse sentimento não se perde jamais. Acredito que a maioria de nós vai levá-los consigo pela vida inteira. Vamos nos lembrar dos valores aprendidos e praticados a cada atitude em casa, na rua, no trabalho, com nossas novas comunidades. Como eu, meus amigos cresceram, casaram, mudaram de cidade, de país, de grupo, mas provavelmente não deixaram sair do coração os ensinamentos de Cristo Jesus.

Foi ótimo, e posso dizer que continua sendo ótimo ter pertencido à PJ. Eu sinceramente ainda me sinto "pertencendo", porque comungo com todos os jovens da America Latina a felicidade de ser, ainda, cristã e militante na fé, na esperança, no amor, na justiça, na paz.

Foi isso que aprendi na PJ. Na verdade, foi TUDO ISSO. Foram sementes plantadas em mim que florescem, ainda hoje, e vão florescer, pra sempre. Em mim e em quem mais eu puder cruzar nessa vida e compartilhar algo de bom.


Valéria Lima, tem 32 anos, é jornalista, mãe da Lara e casada.
Foi coordenadora do Grupo De Jovens da comunidade N. Sra. de Nazaré (Diocese de Osasco/SP).
Participou da organização de eventos na Diocese de Osasco/SP, como a Semana Cultural e Cursos para Formação, como Teologia da Libertação e Treinamento de Liderança Cristã.
E-mail: valeria.lima2005@hotmail.com



Voz Pejoteira - José Luiz Possato Jr.

UMA LEITURA NOVA? NÃO!!! APENAS UM NOVO OLHAR!

Há tempos procuramos uma maneira de ajudar as/os jovens a se interessarem pela Bíblia. A leitura popular tem sido a mais feliz nesse desafio, graças ao seu método de contextualização e atualização dos textos. Mesmo assim, muitas/os jovens encontram dificuldades, por não se identificarem com a linguagem, ou com as problematizações já consagradas (reforma agrária, desemprego, discriminação da mulher e dos negros etc.). Como, então, aproximar Bíblia e Juventudes?

Uma tentativa muito comum é procurar personagens jovens na Bíblia. Porém, se nos limitamos a isso, ou teremos uma visão fragmentada das Escrituras (isto é, deixamos de lado trechos e até mesmo livros inteiros), ou “adaptamos” (pra não dizer “distorcemos”) a interpretação, transformando todos os protagonistas em jovens. Walt Disney faz isso com Moisés, em “Príncipe do Egito”, ignorando que ele fugiu do Faraó com quarenta anos e viveu mais quarenta, escondido em Madiã, tudo isso antes de ter a experiência da sarça ardente (At 7,29-30). Tudo bem que essa idade é simbólica (40 anos = uma geração inteira), mas se é pra levar tudo ao pé da letra...

Diante desse quadro, em vez de descartar a leitura popular, podemos partir de seu princípio básico, que consiste em compreender o texto em seu contexto e identificar em que situações de nossa realidade ele se encaixa. Alguns/umas jovens poderão reagir, dizendo: “Isso já fazemos!” É verdade!!! Quer dizer... Pelo menos em parte! Os grupos juvenis são bons em atualizar os textos, mas dificilmente se detêm em contextualizar as Escrituras, isto é, entender como funcionava o mundo à época redacional da Bíblia.

Assim, trabalhando o livro de Jonas, por exemplo, num encontro de Bíblia e Juventudes acontecido no Rio Grande do Sul, pode-se constatar que, para a maioria das/os participantes, o protagonista era considerado um herói. Muitas pessoas ainda defenderam que Jonas era jovem, baseadas sabe-se lá em qual fonte, já que o texto não diz nada disso. Ora, Jonas representava o pensamento classista e racista da elite sacerdotal pós-exílica de Jerusalém. Basta ler o capítulo quatro para perceber que ele prefere morrer a aceitar que o amor de Deus transcende limites geográficos, perdoando e acolhendo outros povos.

Como ler, então, o livro de Jonas numa perspectiva juvenil? Bom, primeiro deve-se entender qual a mensagem do texto. As/os redatores procuraram, através de uma novela (sim, caro/a leitor/a – essa estória é uma ficção), opor a justiça da elite sacerdotal (= Jonas), punitiva, vingativa, à Justiça de Deus, restauradora e criativa. Jonas chega a distorcer o anúncio (compare Jn 3,4 com Jn 1,2 e 3,2), pois quer a morte dos estrangeiros. Apesar disso, percebe com desgosto o arrependimento e conversão dos ninivitas e o conseqüente perdão de Javé, ato este que transforma e gera vida.

Ora, justiça é assunto de Direito. Este, por sua vez, nos remete a uma reflexão sobre a aplicação das leis. Como andam as políticas públicas, especialmente para as juventudes? Aliás, sabemos quais são? Redução da maioridade penal, por exemplo, resolve o problema da criminalidade, ou pressupõe a criminalização das/os jovens? E as demais políticas públicas para juventudes? São sócio-educativas, inclusivas (como a de Javé), ou também pressupõem medidas "disciplinares” (como a de Jonas)? Elas visam proporcionar vida em plenitude para os jovens, ou controlá-los?

Comparando a leitura popular a um cardápio, essas seriam algumas perguntas para que as/os jovens, em vez de se servirem dos “pratos feitos” (isto é, leituras já consagradas), pratiquem uma Hermenêutica Juvenil, isto é, uma interpretação das Escrituras a partir de sua própria ótica. Não seria esta uma autêntica leitura juvenil?


José Luiz Possato Jr.
Paulista de São Carlos, morando há 5 anos em São Leopoldo-RS, cursando Letras na Ulbra/EaD, casado de segunda união, católico (mais latino-americano do que) romano, assessor do CEBI-RS e da Pastoral da Juventude, em busca da Hermenêutica Juvenil.

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Voz Pejoteira - Dienefer Ichi

Recordar é Viver – Pastoral da Juventude
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A PJ é minha vida, foi com ela que eu aprendi a ser gente da gente, a dar valor nas pequenas coisas, ser responsável por aqueles que amo, ser justa, ser humilde.
A Pastoral da Juventude transforma os jovens faz com que eles despertem o seu EU, despertem para o mundo, que tenha seu senso critico.
Na minha comunidade que é a Paróquia de Santo Antonio da cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, interiorzinho de São Paulo, uma cidade pacata e pequena de aproximadamente 50 mil habitantes. E nessa cidadezinha tem um grupo de PJ, a mais conhecida como a “bardeneira” que sai pela rua reivindicando seus direitos, é isso mesmo reivindicando seus direitos faz com que nós nos tornemos os baderneiros, isso acontece porque a grande parte da população não se preocupa com o bem social da juventude, não se preocupa com o futuro de seus filhos, a educação que ela precisa ter.
Mesmo com tantas dificuldades a PJ, o nosso grupo de jovens aquele que se reúne de sábado à noitinha, faz mudanças, faz o mundo girar e gritar os clamores de uma juventude sofrida de uma juventude sonhadora.
Me faz muito feliz falar dela porque ela me desperta uma alegria uma esperança de um mundo possível, de uma revitalização na juventude, revitalização de uma cidade, iniciando de nossas bases. Quando me falam de base, me vem na cabeça família, é família... E como é árduo o trabalho com as famílias e juntamente com os jovens. Temos um grande exemplo de jovem que é fortalecido por esse poder da PJ, vamos lá à história desse nosso herói:
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Imagina um jovem de quase 2 metros de altura magrelo e que usa roupas largas, você olha e diz, esse ai é um “mano”, as pessoas tem mania de julgar pela aparência!
Queno, é como ele se chama, é o nosso "pau pra toda obra" sempre pronto pra ajudar e fazer o que for proposto, ele vem de uma família, que no momento está passando por algumas dificuldades, onde infelizmente estão tendo problemas com alcoolismo. Ele tem três irmãos, sendo um casado (com uma filha) que infelizmente é dependente químico. Sua irmã menina jovem, casada e com uma filhinha no momento também vem passando por alguns problemas em sua casa e, pois bem, talvez o mais “difícil”, seu irmão mais velho, também dependente químico, já teve muitas oportunidades, já teve ajuda mais nada adiantou, chegou até mesmo a ser jurado de morte muitas vezes, sofre por isso, sofre a família inteira porque vê o membro de sua família indo embora para uma “merda” de droga, e que por má influencia, falta de apoio e informação, acaba entrando nesse mundo, já foi preso e hoje em dia tem o mínimo de roupa para se vestir, não trabalha, faz alguns “bicos” (para sustentar o vicio) e como Queno diz: “meu irmão fumou tudo que ele tinha, ele tinha muita coisa, mas a droga fez ele vender tudo por preço de banana”, isso é triste, mas nosso grande amigo sempre diz que ao final vai dar certo.
Por isso de ser nosso herói, ele pelo contrário, quis, e é o “diferente”, menino que sempre se interessou pelas causas sociais, pelo trabalho comunitário, ele nos encontrou diz ele, "vocês estavam escondidos e os achei, estive entre duas portas e minha escolha foi justo vocês" (que azar!!! diz ele sorrindo), foi quando Queno entrou em nossa vida e não quis mais sair, é o pejoteiro querido nosso herói modelo de juventude de nossa paróquia...
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Dedico essa postagem a ele, meu tão amigo e herói Queno.
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"Vocês riem de mim por eu ser diferente, eu rio de você por serem todos iguais" – Queno

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É com muita alegria que recordo tudo isso, e é com todas as nossas forças que nos dedicamos a essa constante luta para um mundo possível, agradeço esse espaço, peço desculpa também por algo que não deixei claro.
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Muito Obrigado...
Lutar sempre!!! Desistir nunca!!!

Se é pra ir a Luta ???
EU VOU !!!
Se é pra estar Presente ???
EU ESTOU !!!
O que vale na vida da Gente ???
EU ESTOU !!!

O que vem de Deus
O que é de Deus
E permanece em Nós ...

Numa só força
Num só pensamente
Num só coração ... PJ!!!
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Dienefer Ichi
Coordenadora da Pastoral da Juventude
Paróquia de Santo Antonio
Santa Cruz do Rio Pardo –SP
Diocese de Ourinhos
Arquidiocese de Botucatu
E-mail:
dieneferichi@yahoo.com.br
MSN: dieneferichi@hotmail.com

Voz Pejoteira - José de Oliveira L. Junior


"Pastoral Rival: Você faz parte de qual?"

Que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo te preencha de todas as graças.
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Quando falamos em "PASTORAL", logo lembramos do tempo em que Jesus peregrinava por aí com 12 amigos recém conhecidos, ou até mesmo quando Davi cuidava das ovelhas antes de ser escolhido por Deus para sua obra gloriosa. Trazendo essa palavra para os tempos de hoje, logo lembramos de nossos trabalhos pastorais, de nossas funções em uma empresa ou grupo de escola, faculdade, cursinho, nossas tarefas como filhos, dona de casa, marido, namorada e muito mais. A função divina de pastorear um rebanho de "seja-lá-o-que-for" deve ser levada a sério, mesmo quando, dentro da igreja, as pessoas se comportem não como um rebanho, de pelos macios e branquinhos subindo as montanhas saltitando, mas se mantém em posição de batalha como uma matilha de lobos ferozes e famintos a procura de falhas pra comentar, criticar e espalhar a discórdia. Isso acontece na sua Paróquia? Isso acontece na sua vida? Ou ainda: Isso acontece nos seus trabalhos pastorais?
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Deus capacita os escolhidos. Deus não escolhe os que já estão capacitados. Deus te ajuda se você fizer sua parte, mas não espere a maçã cair da árvore na sua mão, pois se cair, já estará perfurada pelos pássaros e outros bichos. Sem preguiça, levante e ande até a macieira! O fruto gerado por Deus te dará o devido sustento, desde que você se LEVANTE!

Participo da Paróquia Nossa Senhora da Escada, na cidade de Barueri (SP), e estamos vivendo um momento muito lindo entre as pastorais. Fazemos o possível para trabalhar para da construção do Reino de Deus de uma forma mais unida, utilizando a consciência paroquial da Pastoral de Conjunto, onde todas as pastorais se completam, cada uma com seu carisma e ações independentes. Em junção com a RCC (Renovação Carismática Católica), posso dar testemundo de que a PJ vivenciou uma das obras mais legais e abençoadas que eu já vi desde que me tornei membro da PJ (pejoteiro para os íntimos): Fizemos um retiro JUNTOS! Acha pouco? Então o que me diz de 120 jovens de 6 comunidades que formam a paróquia? Pois bem! As bençãos choveram aos montes e agradeço a Deus pela união entre duas pastorais que em muitas paróquias são conhecidas como Pastorais Rivais!

Não sou porta-vóz da Paróquia Nossa Senhora da Escada. Sou apenas um Representante da Juventude Católica da Pastoral da Juventude de uma das comunidades desta paróquia! Sinto-na obrigação de compartilhar este momento divino de união e trabalho na construção de um mundo melhor. A construção de uma sociedade mais justa e fraterna só pode partir de uma pessoa: VOCÊ! Com a ajuda de Cristo, nosso irmão e salvador de todos nós, conseguimos novo fôlego para continuar nossos trabalhos pastorais, nossos estudos, nossos projetos pessoais e profissionais.

Só há um lugar onde a rivalidade deve existir para a sobrevivência, e esse lugar se chama SELVA. Na vida, nossa sobrevivência só é possível com trabalho honesto e fé no Deus todo poderoso. Na falta de uma destas, tudo fica penoso e complicado, pra não dizer IMPOSÍVEL. Dentro de uma comunidade, paróquia, sociedade e outro local de grande concentração de pessoas, uma coisa deve prevalecer: o Respeito. Não falo isso de um "blabalbla" qualquer, mas falo de 2 grandes mandamento que o Todo Poderoso nos deu por primeiro: "Amar a Deus acima de todas as coisas" e "Amar ao próximo como a si mesmo". Se você ama a Deus, ama também suas criações, inclusive seu irmão que você nem conhece, que passa a catraca do trem, fica na fila do banco e também pode participar da pastoral que você participa.

Vamos nos amar mais e deixar a rivalidade de lado. Eu não moro numa selva, nem convivo com primatas.

Termino por aqui com o lema da Missão Jovem 2010, que será realizada em Julho:

"Um simples abraço pode transformar corações"

Transformemos os corações pelo mundo todo, espalhando o evangelho e os dons que nós temos pela Graça de Deus.

Fiquem na Paz!


José de Oliveira Lima Junior
Com. N. Sra. Aparecida - Par. N. Sra. da Escada - Região Pastoral Barueri (Barueri/SP) - Diocese de Osasco/SP
Membro da PJ desde 2005 e Coordenador do Grupo de Base "Abraço"
Coordenador da Equipe Missão Jovem da Diocese de Osasco (juntamente com outros coordenadores)
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(clique na imagem para ver o perfil)
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E-mail: ze.eumesmo@gmail.com
Site:
www.zeeumesmo.com - Minha visão sobre muita coisa...
MSN:
ze.eumesmo@hotmail.com
Skype: Ze.EuMesmo
Twitter: @ZeEuMesmo
Orkut:
www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=1794487638594826617

Voz Pejoteira - Douglas F. dos Santos

É com muita alegria que aceito o convite de ser o primeiro a escrever neste espaço.
Sou visitante assíduo deste blog que mantém a juventude sempre informada. Desde já parabéns.
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Neste final de semana participei de um seminário estadual sobre a Campanha Nacional - Chega de Violência e Extermínio de Jovens - realizado pelas PJs em Santa Maria , aqui no Rio Grande do Sul.

Vi o quanto é necessário nós jovens Pejoteiros assumir-mos essa campanha em nosso projeto de vida. A cada dia cresce o número de jovens violentados e exterminados e como uma igreja libertadora, devemos dizer Chega e lutar pela paz. Não a paz de usarmos camisetas brancas e sairmos às ruas cantando, mas, uma paz inquieta, uma paz que nos motive a ir à luta, garantir que nossos direitos sejam assegurados, que a juventude possa ficar na rua até mais tarde, ir à festa, namorar tranquilamente sem ter medo de ser morta de ser vitima de extermínio.

Quero fazer memória de Gisley, padre assessor que um dia depois que pronunciou essa frase: "Chega de violência e extermínio de jovens", foi morto com três tiros. Talvez esses dois jovens nem soubésseis quem ele era e por quem ele lutava.

Por isso gurizada, vamos gritar aos quatro cantos deste lindo Brasil:

CHEGA DE VIOLÊNCIA E EXTERMÍNIO DE JOVENS


Douglas F. dos Santos
Blog: http://douglasdapj.blogspot.com/
Diocese de Pelotas
Membro da Equipe Executiva do Regional Sul III
(clique na imagem para ver o perfil)

Voz PeJoteira!!!

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Agora no blog "Henrique Pejoteiro" teremos um espaço especial para pejoteiros/as poderem disponibilizar textos/artigos e expor SUAS idéias num post onde outros/as pejoteiros/as possam também comentar, será o "Voz Pejoteira".
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Frequentemente teremos uma nova postagem convidada, ou seja um novo/a pejoteiro/a ... A idéia é que este espaço seja para conhecermos um pouquinho de cada um e principalmente um pouco mais de outras realidades ... e o legal será ver e sentir que a NOSSA PASTORAL DA JUVENTUDE tá aí! ... Atuando e evangelizando a juventude ... Sentir que não estamos só nessa caminhada e com isso, nos fortificarmos e buscarmos realizar um bom trabalho, seguindo os passos do Moreno.
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